O lamarckismo é a teoria apresentada por Jean-Baptiste Lamarck no livro Philosophie zoologique. Lamarck acreditava que os seres vivos mais simples surgiam espontaneamente a partir de matéria não viva, a complexidade das espécies aumentaria ao longo do tempo e os seres vivos não teriam parentesco entre si. Um indivíduo, ao utilizar muito um órgão por estímulo direto do ambiente, o desenvolveria e o atrofiaria se pouco usá-lo, que é a Lei do uso e do desuso (Figura 1). Essas características adquiridas pelo uso intenso ou desuso eram transmitidas à descendência, que é a Lei da transmissão de caracteres adquiridos. Um exemplo de uma situação segundo as idéias de Lamarck seria: se você passar muito tempo exposto no sol, a sua pele escureceria para se proteger dos efeitos nocivos dos raios solares (lei do uso e desuso) e, os seus filhos já nasceriam com a pele mais escura do que a sua antes da exposição (lei da transmissão de caracteres adquiridos), o que não ocorre. O lamarckismo foi criticado por Cuvier, não conseguiu abalar o criacionismo por não ter apresentado mecanismos convincentes para explicar a evolução biológica, e foi invalidado, mas teve o mérito de chamar a atenção para o fenômeno da adaptação dos seres vivos ao ambiente.
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figura 1